O cliente chegou com um produto excepcional — grãos selecionados, torra artesanal, ritual de preparo — mas com uma identidade visual que não comunicava nada disso. O nome estava certo. A alma estava certa. A aparência, não.
"Como criar uma identidade que as pessoas sintam antes de ler — que comunique artesanato, ritual e origem sem precisar explicar?"
Construímos uma identidade centrada em dois eixos: a materialidade do grão (textura, peso, cor terrosa) e o ritual do preparo (tempo, gesto, cuidado). O símbolo emerge da sobreposição dessas duas ideias — um grão que é também uma gota de tempo.
A paleta parte do próprio produto: o marrom-cobre da torra, o verde-pálido da cereja do café, o creme quente do leite vaporizado. A tipografia usa serifa humanista para o logotipo — remetendo ao manuscrito, ao artesanal — e grotesca limpa para o sistema de aplicações.
Usada no logotipo e títulos principais. A serifa humanista remete ao manuscrito e ao artesanal, com traços que lembram o gesto da mão.
Grotesca com personalidade, usada em menus, embalagens e comunicação. Legível, eficiente, com caráter suficiente para não ser anônima.
Visita ao espaço, conversa com o fundador, análise de concorrência e mapeamento de valores. Semana 1–2.
Três direções conceituais apresentadas: "Ritual", "Origem" e "Matéria". O cliente escolheu e fundimos as três. Semana 3.
Polimento do símbolo, construção da paleta, seleção tipográfica e criação do manual completo de uso. Semanas 4–6.
"A Tanja não entregou só um logo. Entregou uma linguagem. Hoje, quando alguém vê nossa embalagem, já sente o cuidado antes de provar o café."